O Impostor Que Vive em Mim!

12.3.12 |

A vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça. A vida dedicada à sombra é uma vida de pecado. Pequei em minha recusa covarde — por temer ser rejeitado — de pensar, de sentir, de agir, de responder e de viver a partir do meu eu autêntico.

Recusamos ser nosso verdadeiro eu até mesmo com Deus — e depois nos perguntamos por que nos falta intimidade com ele. O ódio pelo impostor é na verdade o ódio de si mesmo. O desprezo pelo falso eu dá vazão à hostilidade, o que se manifesta como irritabilidade geral — irritação pelas mesmas faltas nos outros que odiamos em nós mesmos. O ódio próprio sempre redunda em alguma forma de comportamento autodestrutivo. O impostor e eu constituímos uma só pessoa." (MANNING, Brennan. O impostor que vive em mim).

E quem é o impostor? Meu ego não remido e impossível de remissão. Minha carne! O resquício que prova que ainda não estou pronto e aperfeiçoado no amor. O impostor sou eu quando recuso a graça. Sou eu quando uso de artifícios externos e superficiais para esconder todo o lixo que realmente sou. É uma faceta minha totalmente calculista, fria e inteligente que se atém a contornar situações que possam me revelar.

Com certeza, quando escondo meus defeitos é o impostor que está nos bastidores sussurrando ao meu ouvido cada atitude que preserve minha fachada. É o impostor que articula cada frase de efeito, cada gesto pueril, cada reação esboçada que mantenha distante qualquer sombra de quem realmente sou. Quando entregamos nosso ser a Cristo, o impostor é o primeiro prejudicado.

Ele vê diante de si todo seu trabalho ameaçado de ser desfeito e desmascarado diante de todos. É quem mais se inquieta à cada atitude de sinceridade, de humildade, mansidão e vulnerabilidade aos outros. Vê toda sua arte desfalecendo-se diante de seus olhos e com certeza fará tudo para o evitar. O impostor sabe que se estiver diante de Cristo, estará cego, pobre e nu. E que nenhuma sagacidade o poderá camuflar diante daquele que sonda quem somos.

Talvez, seja isso que me incomode quando ouço que sou "a certinha". Deus sabe que não sou! Ah, se realmente soubessem quem eu sou. Ah, se não me bastasse a graça! Não quero que as pessoas vejam em mim alguém arrogante em seus princípios puritanos. Não quero que se escondam de mim quando me aproximar. Quero ser como meu Mestre, atraente e agradável. Quero lutar contra o pecado, sim! Mas, não quero fingir que não peco! Ah, se as pessoas soubessem pelo menos o que se passa em minha mente no meu momento mais podre! Acho que jamais tornaria a me chamar assim!

Quero ser mansa e humilde como meu Mestre, não a "perfeitinha" como Caifás. Quero atrair as prostitutas, os homossexuais, os drogados, os ladrões, os leprosos, os pobres e até mesmo aquele pior tipo de pessoa que existe. Aquela que se parece comigo...

O poema escrito por Daniel Babugem, intitulado "Impostor que sou", me será oportuno:

Tão perturbador é o impostor que sou...
Meus próximos nem eu
Conhecemos seus fracassos e mentiras...
Viventes na calidez do meu interior...
Não digo a verdade de quem eu sou...
A minha imagem os convenceu de que sou bom...
Mas, não convenceu a mim e nem a Deus...
Meu ego explora verdades para me enganar
Não sou mal ao ponto do desprezo
Nem bom o bastante a ser capaz de amar
Mas na calidez interior que sonha
A Sua parte em mim...
Conhece meus fracassos e mentiras
Você pode ver a minha alma sem máscaras
Você sabe quem eu sou...

"Acaso já se viu um epitáfio que acuse: 'Aqui jaz um impostor!' ?" - BANDA HIBERNIA, Se eu disser que não.


Texto adaptado de Thiago Mendanha

Deus abençoe!
@CamilaZaponi

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É Hora de Agir

7.3.12 |

De um lado está o mar, do outro vem um exército poderoso, uma multidão indefesa neste meio, crianças a chorar, velhos a resmungar, homens a fingir não sentirem medo. Moisés seu líder vai orar. A resposta de Deus: “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem”. (Êxodo 14:15)

A tempestade assola um barquinho no meio do mar. Homens barbados a tremer como crianças. Vem um vulto vindo, mais medo. É seu mestre andando sobre as águas. Pedro, o arrojado, pede para fazer o mesmo se aquele for realmente Jesus de Nazaré. A resposta: Vem! (Mateus 14:28)

Momentos finais de uma história eterna. O Messias quase pronto para subir aos céus. Últimas recomendações. Algumas dúvidas: O quê fazer agora? A resposta divina: IDE! Por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura. (Mateus 16:15).

Três situações diferentes. Em todas, o medo e a insegurança começavam a dominar suas mentes, ainda mais deles, homens que se tornariam exemplos, teriam seus nomes gravados na história. Faltava-lhe coragem talvez. Problemas surgiam de todos os lados. Mesmo ali, com Deus ao seu lado, resolvem esperar.

Às vezes tudo nos desespera, amedronta, afugenta. Talvez por causa das promessas fáceis, ou da gravidade do problema, ao 1º sinal de dificuldade paramos, resolvemos esperar, esperar e esperar. Escondemo-nos. Guardamos nossas emoções, sonhos, planos, certezas, fé, e abraçamos o medo. E ele nos domina, aos poucos. Primeiro ataca nossas barreiras, destrói as defesas, e invade o sistema nervoso, paralisando cada parte de nosso frágil (forte) corpo. E ao nos vermos assim resolvemos apenas esperar, esperar e esperar. E usamos nosso Pai Celestial de álibi. “Estou esperando em Deus.”

Acorde pangaré. A vida está a passar a sua frente, o trem já esta em movimento, o cavalo encilhado já passa correndo, e você fica aí a olhar, a ver a banda passar cantando coisas de amor. Você diz que está à espera de uma resposta, mas Deus já te deu. “Diga ao povo que MARCHE!”. Não adianta, não espere cavalos brancos, trazendo um arcanjo, que descerá em meio a trovoadas, com céu a se abrir, desembrulhando um rolo e dizendo: Eis que Deus te diz: “Namore”, “Arranje um emprego”, “Almoce”, “pregue”, “Evangelize”. Ele já te ensinou o que fazer.

Se somos um com Cristo, e o Espírito Santo habita em nós, não precisamos ficar a espera de Deus, Ele já está em nós, todos os dias, em comunhão, a falar ao nosso coração, talvez seja apenas nós que escutamos, mas fingimos não escutar para continuarmos na nossa comodidade. Pensando bem agora, tem uma “historinha” de algo parecido, de alguém que resolveu apenas esperar Deus.

“Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;
E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?

Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.

Tirai-lhe, pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.”

Mateus 25:24-29

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Eu sou Éfeso

27.2.12 |

É preciso voltar. Voltar onde se tropeçou. Voltar onde se tropeçou e caiu. É fundamental reconhecer e clamar pelo perdão de Deus para então recomeçar. Essa semana eu ouvi uma palavra dura sobre “recomeçar”.

Re-começar. Começar mais uma vez. E a gente só começa algo de novo quando o que antes fazíamos era errado e precisava de um conserto, que pode ser o fim para um renascimento. É o processo natural das coisas: recomeçar é romper com o errado e fazer o que é certo. Ênfase no “processo”. Pode durar anos ou dias. Eu pensei muito no que eu escreveria aqui pra recomeçar o ano, depois de um longo período de férias, e decidi que preciso falar sobre aquilo que vivi, pra que seja com exatidão.

Não se culpe se estiver cansado da caminhada, embora as esperanças tenham sido renovadas na virada do ano. Não se culpe se começou um relacionamento totalmente errado e agora dói em você ter que abrir mão pra então, recomeçar mais forte e santo. Você pode até ter pecado. Há uma solução. Há um recomeço. Há alguém que lhe dá a esperança, que ressurgiu mesmo depois de morto.

Esses dias qume fiquei sem escrever aqui foram marcantes. Aprendi muito de Deus através de Bíblia e de livros que li. Fora um tepo ótimo. Mas o pecado reside em mim, é materializado na minha rotina como a água que transparece num corpo de alguém que se exercita, como pequenas gotas. E se você se esforçar mais, o que era apenas “pequenas gotas”, pode lhe molhar o corpo inteiro. Com o pecado também é assim… Pode parecer gota, mas pode inundar se você insistir em caminhar na direção dele.

Encontrei muitas pessoas nesses dias que me edificaram com seus testemunhos e bênçãos que receberam através desse site. Pensei na Bruna de antes e na Bruna de agora. Quantas gotas inundaram meu corpo em tão pouco tempo. Corri para a presença de Deus porque o pecado estava me afogando. Encontrei graça no tempo oportuno e trouxe à memória aquilo que pode me dar esperança: existe um recomeço.

É sempre tempo de recomeçar. A palavra de Deus, no livro de Apocalipse, repreende a igreja de Éfeso porque, embora com muitas obras, estava sem o primeiro amor. Aquele amor que te faz desejar a presença de Deus o tempo todo, te faz cantar e orar, te incita a congregar com seus irmãos. Nós somos como Éfeso. Eu sou Éfeso. Posso apresentar obras, mas abandonei o primeiro amor. Mas eu compreendi que pela graça redentora, há uma chance de olhar pra trás, ver e sintetizar o erro e então recomeçar. Pode demorar muito tempo ou em uma semana. Você descobre mesmo se uma pessoa mudou, quando ela passa a apresentar frutos na sua e na vida dos outros.

Você pode ter todos os motivos pra querer desistir. Pode estar intoxicado de falsas doutrinas que te asseguram apenas a bondade de Deus. Mas há uma razão pra recomeçar: existe uma vida além dessa. Para os cansados, um descanso. Para os famintos, a fartura. Para os que choram, o consolo. Descanso, comida e consolo eternos. Existe uma razão pra tentar mais uma vez aquilo que já não faz mais sentido: a glória que há de se revelar. A esperança de vida eterna. Por mais que seja dolorido, inclusive escrever sobre isso quando é o que se vive. Mas a promessa que existe é que ele venceu e que nós também venceríamos. Por mais dolorido, cansativo e choroso que seja esse caminho. Se olharmos a diante, vemos a vitória.

Hoje, minha oração é que não sejamos igreja de Éfeso. Que não percamos o amor das primeiras obras e a certeza de que nossos frutos resultarão na eternidade. E que nossa vida seja um re-começo. Levantar, “sacodir a poeira”, recomeçar. É possível. A morte não terá a última palavra: Cristo recomeçou.

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. De maneira que em nós opera a morte, mas em vocês, a vida”. (II Co 4.8 ao 12).

Que Jesus te abençoe!
@Brunavichi

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